A temporada 2009/10 terminou com uma vitória justa do Sporting. Os leões foram sem medo a casa do Benfica e venceram as duas partidas que valeram o título em terreno hostil.
O triunfo foi um prémio sobretudo para o técnico Paulo Fernandes, que revelou um profissionalismo fora de série, ao conduzir a equipa rumo à glória mesmo depois de saber que ia deixar de orientar os leões.
O treinador deu um verdadeiro exemplo de humildade e, ao invés de mostrar orgulho ferido, deixou bem claro que tinha um contrato para cumprir e que as obrigações profissionais estavam acima de qualquer situação emocional.
Parabéns para o treinador e também para o homem, bem como para todos os homens com quem trabalhou esta temporada e que com ele partilham o feito.
No outro lado da barricada esteve um técnico que tentou desculpar-se com a arbitragem. Pode ter alguma razão, é certo, mas não tem toda. Não pode, de todo, culpar apenas e só os senhores do apito por ter estado duas vezes com uma vantagem de dois golos e ter perdido...
Mas nem tudo foi colorido neste final de época.
Os últimos dias da temporada 2009/10 ficaram marcados por uma confusão numa das meias-finais da Taça Nacional de Juniores, entre Sporting e Freixieiro. O jogo da segunda mão foi interrompido (os leões tinham ganho o primeiro duelo e estavam a ganhar o segundo) e a FPF decidiu-se pelo mais simples: decretar a não atribuição do título de campeão.
Esta decisão parece-me demasiado penalizadora, sobretudo para o São João, clube que chegou à final com todo o mérito e que viu ser-lhe retirada a possibilidade de disputar o título. Sporting e Freixieiro também não saíram beneficiados.
Recordo-me o que aconteceu no ano passado no Campeonato Nacional de Juniores, em futebol, em que esta solução não foi tomada.
Porquê dois pesos e duas medidas?
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quinta-feira, julho 01, 2010
segunda-feira, junho 07, 2010
OPINIÃO - O adeus belenense
Sporting e Benfica voltam a encontrar-se na final do playoff da 1.ª Divisão, depois de duas épocas de surpresa belenense. Devo dizer que, na minha opinião, este ano a surpresa é mesmo não ter o Belenenses no jogo do título.
Não quero com isto dizer que leões e águias não merecem estar na final ou que não têm qualidade. Pretendo, isso sim, salientar que os azuis do Restelo foram a formação mais regular ao longo destes meses todos.
Fui colocada em causa quando revelei que sou conta o playoff. Ainda não o tinha escrito antes porque este espaço só foi criado agora e porque só faz sentido opinar sobre o playoff quando chega o playoff!
Fosse que clube fosse a terminar em 1.º lugar a fase regular, a minha opinião mantinha-se: sou contra o playoff e acredito que devia valorizar-se a aposta feita a longo prazo (e não só para a fase final).
De facto, reconheço que este ano não foi a equipa mais regular que terminou em 1.º, mas sou coerente, não ia defender o playoff só por isso!
Admito que a equipa que foi mais regular, que apresentou melhor futsal e que mais me impressionou enquanto conjunto foi o Belenenses.
Há que salientar o trabalho feito por aquele grande treinador de futsal que é Alípio Matos. Já o tinha provado no Benfica, mas aí os recursos são diferentes. Difícil é demonstrá-lo numa formação com recursos inferiores, orçamentos menores e que arrisca na descoberta de novos talentos.
A época voltou a ser brilhante e, como disse o técnico no final do jogo com o Benfica, não é esta final que vai fazer esquecer tudo o que foi feito.
A ameaça de que a secção estava em risco no Belenenses foi feita após a final da Taça de Portugal. Espero e desejo que tudo não tenha passado de uma forma de pressão por o Belenenses ia fazer muita falta ao futsal nacional.
Espero ainda que para o ano voltem, cheios de força e a fazer descobrir novos talentos, para bem do futsal nacional.
Agora, resta-nos esperar pelos dérbis que aí vêm. Estão lançados os dados para uma grande final, resta esperar que os atletas saibam abrilhantar o espectáculo e que o público contribua para a festa. Boa sorte para todos e que vença o melhor.
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Não quero com isto dizer que leões e águias não merecem estar na final ou que não têm qualidade. Pretendo, isso sim, salientar que os azuis do Restelo foram a formação mais regular ao longo destes meses todos.
Fui colocada em causa quando revelei que sou conta o playoff. Ainda não o tinha escrito antes porque este espaço só foi criado agora e porque só faz sentido opinar sobre o playoff quando chega o playoff!
Fosse que clube fosse a terminar em 1.º lugar a fase regular, a minha opinião mantinha-se: sou contra o playoff e acredito que devia valorizar-se a aposta feita a longo prazo (e não só para a fase final).
De facto, reconheço que este ano não foi a equipa mais regular que terminou em 1.º, mas sou coerente, não ia defender o playoff só por isso!
Admito que a equipa que foi mais regular, que apresentou melhor futsal e que mais me impressionou enquanto conjunto foi o Belenenses.
Há que salientar o trabalho feito por aquele grande treinador de futsal que é Alípio Matos. Já o tinha provado no Benfica, mas aí os recursos são diferentes. Difícil é demonstrá-lo numa formação com recursos inferiores, orçamentos menores e que arrisca na descoberta de novos talentos.
A época voltou a ser brilhante e, como disse o técnico no final do jogo com o Benfica, não é esta final que vai fazer esquecer tudo o que foi feito.
A ameaça de que a secção estava em risco no Belenenses foi feita após a final da Taça de Portugal. Espero e desejo que tudo não tenha passado de uma forma de pressão por o Belenenses ia fazer muita falta ao futsal nacional.
Espero ainda que para o ano voltem, cheios de força e a fazer descobrir novos talentos, para bem do futsal nacional.
Agora, resta-nos esperar pelos dérbis que aí vêm. Estão lançados os dados para uma grande final, resta esperar que os atletas saibam abrilhantar o espectáculo e que o público contribua para a festa. Boa sorte para todos e que vença o melhor.
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quarta-feira, junho 02, 2010
OPINIÃO - Aposta na prata... do Restelo
O campeonato ainda não acabou e o mercado de transferências já começa a mexer. Vejo com especial agrado o assédio que está a ser feito aos internacionais portugueses, ficando a ideia de que está finalmente a apostar-se na prata da casa. Outro dado interessante é ver a pretensão que há nos jogadores que o Belenenses tem vindo a descobrir, no Brasil e nos escalões inferiores.
Dois dos jogadores que estão a ser mais pretendidos são Paulinho e Pedro Cary. Benfica e Sporting estão na "pole position" para garantirem o reforço destes dois internacionais que o Belenenses foi buscar aos escalões secundários. Os dois vieram do Algarve como desconhecidos e inicialmente parecia que só Alípio Matos via o seu valor. No entanto, despontaram e são já dois símbolos do futsal belenense, dando cartas também na Seleção Nacional.
A cada vez mais provável ida de Orlando Duarte para o Sporting poderá ter algum peso na decisão de Pedro Cary, uma das apostas do selecionador no último Europeu. Por outro lado, o desejo do Benfica em contratar Paulinho - a concretizar-se terá de pagar ao Belenenses pela transferência, pois o jogador ainda tem contrato -, pode querer dizer que afinal Ricardinho vai mesmo para o Japão representar o Nagoya Oceans de Adil Amarante.
Neste momento tudo não passa de pura especulação. Mas há um dado que é mais do que adquirido: o Belenenses continua a dar cartas no futsal português e a descobrir talentos, servindo todos os anos os mais diretos rivais. Devia ser um exemplo a seguir, sobretudo no que diz respeito à aposta em jovens talentos portugueses.
E há tantos nas divisões inferiores...
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Dois dos jogadores que estão a ser mais pretendidos são Paulinho e Pedro Cary. Benfica e Sporting estão na "pole position" para garantirem o reforço destes dois internacionais que o Belenenses foi buscar aos escalões secundários. Os dois vieram do Algarve como desconhecidos e inicialmente parecia que só Alípio Matos via o seu valor. No entanto, despontaram e são já dois símbolos do futsal belenense, dando cartas também na Seleção Nacional.
A cada vez mais provável ida de Orlando Duarte para o Sporting poderá ter algum peso na decisão de Pedro Cary, uma das apostas do selecionador no último Europeu. Por outro lado, o desejo do Benfica em contratar Paulinho - a concretizar-se terá de pagar ao Belenenses pela transferência, pois o jogador ainda tem contrato -, pode querer dizer que afinal Ricardinho vai mesmo para o Japão representar o Nagoya Oceans de Adil Amarante.
Neste momento tudo não passa de pura especulação. Mas há um dado que é mais do que adquirido: o Belenenses continua a dar cartas no futsal português e a descobrir talentos, servindo todos os anos os mais diretos rivais. Devia ser um exemplo a seguir, sobretudo no que diz respeito à aposta em jovens talentos portugueses.
E há tantos nas divisões inferiores...
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segunda-feira, maio 17, 2010
OPNIÃO - O Futsal visto do aeroporto
A viagem da Seleção Nacional Sub-17 para o Liechtenstein não afastou alguns elementos da comitiva portuguesa do campeonato nacional de futsal.
A escala em Frankfurt serviu para que eu e alguns elementos ligados à FPF, que também seguem atentamente a modalidade, sabermos como estava a correr o início desta 2.ª fase.
O clima de interesse gerado em torno do resultado do único jogo que estava a decorrer - Alpendorada-Sporting - fez-me sentir orgulhosa pelo interesse cada vez maior que a modalidade está a ter.
Ainda assim, fico apreensiva por não se vislumbrar a realização de um Campeonato da Europa em camadas jovens de futsal...
A criação de uma Seleção Sub-21 em futsal foi uma das grandes batalhas de Orlando Duarte na FPF. Aliás, o selecionador que agora termina mandato sempre defendeu que deveria haver uma equipa mais de base, Sub-19. Espero que com a saída do técnico não haja um retrocesso e que finalmente as entidades competentes percebam que o topo de todas as pirâmides está dependente de uma base firme.
Sem formação, o futsal morre, tal como as espécies desaparecem se não houver renovação.
Mas regressando ao presente...
À partida da Seleção Sub-17, de futebol, para Zurique estava confirmada a primeira surpresa (ou talvez não) da tarde: o Alpendorada venceu ao Sporting. À noite tive a confirmação de que o Benfica também tinha suado para conseguir levar de vencida o Fundão.
Estes resultados não me surpreendem de todo. Em primeiro lugar, a competência e valor de José Vanconcelos e José Luís, técnicos das equipas visitadas, já tinham sido demonstrados em outras ocasiões.
Instituto D. João V e Belenenses também mostraram que estão na luta pelo título, que poderá ser o mais disputado desde que há este novo modelo competitivo.
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A escala em Frankfurt serviu para que eu e alguns elementos ligados à FPF, que também seguem atentamente a modalidade, sabermos como estava a correr o início desta 2.ª fase.
O clima de interesse gerado em torno do resultado do único jogo que estava a decorrer - Alpendorada-Sporting - fez-me sentir orgulhosa pelo interesse cada vez maior que a modalidade está a ter.
Ainda assim, fico apreensiva por não se vislumbrar a realização de um Campeonato da Europa em camadas jovens de futsal...
A criação de uma Seleção Sub-21 em futsal foi uma das grandes batalhas de Orlando Duarte na FPF. Aliás, o selecionador que agora termina mandato sempre defendeu que deveria haver uma equipa mais de base, Sub-19. Espero que com a saída do técnico não haja um retrocesso e que finalmente as entidades competentes percebam que o topo de todas as pirâmides está dependente de uma base firme.
Sem formação, o futsal morre, tal como as espécies desaparecem se não houver renovação.
Mas regressando ao presente...
À partida da Seleção Sub-17, de futebol, para Zurique estava confirmada a primeira surpresa (ou talvez não) da tarde: o Alpendorada venceu ao Sporting. À noite tive a confirmação de que o Benfica também tinha suado para conseguir levar de vencida o Fundão.
Estes resultados não me surpreendem de todo. Em primeiro lugar, a competência e valor de José Vanconcelos e José Luís, técnicos das equipas visitadas, já tinham sido demonstrados em outras ocasiões.
Instituto D. João V e Belenenses também mostraram que estão na luta pelo título, que poderá ser o mais disputado desde que há este novo modelo competitivo.
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sexta-feira, maio 07, 2010
OPINIÃO - A escolha de Orlando Duarte
Esta quinta-feira foi um dia triste para a Seleção Nacional de futsal: Orlando Duarte anunciou que não vai renovar o contrato que o liga à Federação Portuguesa de Futebol.
Considero o dia triste porque, na minha opinião, trata-se de um dos melhores treinadores do Mundo. Com a sua saída fecha-se um ciclo importante, o ciclo em que a modalidade finalmente ganhou algum reconhecimento, apesar de ainda não estar ao nível que merece, e atingiu feitos históricos.
Foi a Seleção de Orlando Duarte que alcançou o 3.º lugar no Campeonato do Mundo da Guatemala e, em janeiro, a medalha de prata no Campeonato da Europa. Foi também sob o comando deste treinador que os melhores jogadores portugueses evoluíram e creio que atletas como Pedro Costa, João Benedito, Arnaldo, Ricardinho ou até o agora treinador André Lima reconhecem o que aprenderam com este "mister".
A juntar a tudo isto há os títulos no futsal universitário, onde se destaca um Campeonato do Mundo.
Muito se fala agora de possíveis sucessores e, para já, tudo não passa de opiniões. Pelo menos oficialmente não se conhece qualquer abordagem.
Defendo que um selecionador deva ser do país de origem e cá em Portugal não faltam técnicos capazes. Considero Orlando Duarte o melhor técnico nacional, mas a experiência internacional ajudou a que chegasse a este nível e não é por acaso que é instrutor da FIFA.
Contudo, ninguém nasce com a experiência e há inúmeros treinadores que considero terem perfil para o cargo, sendo certo que não têm a mesma experiência internacional. Não sei ao certo qual o perfil pretendido pela FPF, que pode promover a continuidade, e neste caso conta já com um excelente treinador nos quadros, Jorge Braz, ou a renovação.
Aqui as hipóteses são muitas e entre os nomes propostos no meio "futsalístico" - em sites da modalidade - encontram-se o campeão da Europa André Lima, Paulo Fernandes, Alípio Matos, Paulo Tavares ou até o selecionador da Croácia, Tiago Polido. Mas tudo não passa de pura especulação.
Enquanto não se conhece o novo selecionador nacional resta-me desejar boa sorte a Orlando Duarte e que o sucessor honre bem a "camisola" que vai herdar.
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Considero o dia triste porque, na minha opinião, trata-se de um dos melhores treinadores do Mundo. Com a sua saída fecha-se um ciclo importante, o ciclo em que a modalidade finalmente ganhou algum reconhecimento, apesar de ainda não estar ao nível que merece, e atingiu feitos históricos.
Foi a Seleção de Orlando Duarte que alcançou o 3.º lugar no Campeonato do Mundo da Guatemala e, em janeiro, a medalha de prata no Campeonato da Europa. Foi também sob o comando deste treinador que os melhores jogadores portugueses evoluíram e creio que atletas como Pedro Costa, João Benedito, Arnaldo, Ricardinho ou até o agora treinador André Lima reconhecem o que aprenderam com este "mister".
A juntar a tudo isto há os títulos no futsal universitário, onde se destaca um Campeonato do Mundo.
Muito se fala agora de possíveis sucessores e, para já, tudo não passa de opiniões. Pelo menos oficialmente não se conhece qualquer abordagem.
Defendo que um selecionador deva ser do país de origem e cá em Portugal não faltam técnicos capazes. Considero Orlando Duarte o melhor técnico nacional, mas a experiência internacional ajudou a que chegasse a este nível e não é por acaso que é instrutor da FIFA.
Contudo, ninguém nasce com a experiência e há inúmeros treinadores que considero terem perfil para o cargo, sendo certo que não têm a mesma experiência internacional. Não sei ao certo qual o perfil pretendido pela FPF, que pode promover a continuidade, e neste caso conta já com um excelente treinador nos quadros, Jorge Braz, ou a renovação.
Aqui as hipóteses são muitas e entre os nomes propostos no meio "futsalístico" - em sites da modalidade - encontram-se o campeão da Europa André Lima, Paulo Fernandes, Alípio Matos, Paulo Tavares ou até o selecionador da Croácia, Tiago Polido. Mas tudo não passa de pura especulação.
Enquanto não se conhece o novo selecionador nacional resta-me desejar boa sorte a Orlando Duarte e que o sucessor honre bem a "camisola" que vai herdar.
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domingo, maio 02, 2010
OPINIÃO -E agora... o “desnecessário” playoff
A fase regular do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão terminou com algumas novidades de última hora. O líder mudou na derradeira ronda e formações que habitualmente lutavam pelos lugares cimeiros - como SL Olivais ou FJ Antunes - vão jogar pela permanência.
O Sporting surpreendeu ao tornar-se vencedor da prova, depois de passar muitas jornadas no 2.º e 3.º postos. Nos leões destaca-se ainda o rei dos goleadores, Cardinal, que demonstrou uma pontaria letal (com 38 golos), também notada no Campeonato da Europa, em que ficou bem perto do topo.
Mas voltando ao campeonato...
Ainda não me adaptei à ideia de uma equipa terminar uma prova em primeiro lugar e não ser campeã. Sim, assumo-me claramente como anti-playoff!
O espectáculo pode melhorar (ou não) e temos a oportunidade de ver mais jogos entre os denominados "grandes".
No entanto, onde está o benefício para quem mais apostou nestes 26 jogos? E a regularidade, onde é que é premiada?
Outro aspecto que me faz ser contra o playoff é o facto de o nosso campeonato não ser tão equilibrado quanto por exemplo o espanhol. Na terra de "nuestros hermanos" as formações equiparam-se e os jogos da fase final mantém a mesma espectacularidade.
Até que ponto é que isso acontece no nosso país? Não acontece...
Certo é que desde que foi inserido este sistema, têm sido sempre os mesmos finalistas: Benfica e Sporting ou o Belenenses.
Será que o futsal português beneficia com isto? Continuo a acreditar que não.
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O Sporting surpreendeu ao tornar-se vencedor da prova, depois de passar muitas jornadas no 2.º e 3.º postos. Nos leões destaca-se ainda o rei dos goleadores, Cardinal, que demonstrou uma pontaria letal (com 38 golos), também notada no Campeonato da Europa, em que ficou bem perto do topo.
Mas voltando ao campeonato...
Ainda não me adaptei à ideia de uma equipa terminar uma prova em primeiro lugar e não ser campeã. Sim, assumo-me claramente como anti-playoff!
O espectáculo pode melhorar (ou não) e temos a oportunidade de ver mais jogos entre os denominados "grandes".
No entanto, onde está o benefício para quem mais apostou nestes 26 jogos? E a regularidade, onde é que é premiada?
Outro aspecto que me faz ser contra o playoff é o facto de o nosso campeonato não ser tão equilibrado quanto por exemplo o espanhol. Na terra de "nuestros hermanos" as formações equiparam-se e os jogos da fase final mantém a mesma espectacularidade.
Até que ponto é que isso acontece no nosso país? Não acontece...
Certo é que desde que foi inserido este sistema, têm sido sempre os mesmos finalistas: Benfica e Sporting ou o Belenenses.
Será que o futsal português beneficia com isto? Continuo a acreditar que não.
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segunda-feira, abril 26, 2010
OPINIÃO - Máquina Verde
Era uma vez uma equipa de um país pequenino que ficava sempre perto de ganhar. Certo dia, e com o adversário já a contar com uma vitória certa, a equipa do pequeno país agigantou-se e provou que há muito mais para além de currículos recheados e estrelas no plantel.
Podia ser esta a história do encontro deste domingo em que o Benfica foi superior ao Interviú, a mítica "Máquina Verde", e fez história nas competições europeias: venceu a primeira competição para Portugal a nível europeu. Estaremos perante uma "Máquina Encarnada" O futuro o dirá...
O duelo do Pavilhão Atlântico deu para tirar muitas ilações e esclarecer os mais céticos, quer em relação a esta equipa, quer no que se refere às capacidades do homem do leme: André Lima.
Não há dúvidas que foi um momento marcante para o futsal português, que tem vindo a subir: 2007 meia-final do Europeu, 2010 final Europeu e campeões europeus de clubes. Deve querer dizer qualquer coisa...
Os jogadores portugueses estão a mostrar uma evolução impressionante e não tenho receios em admitir que estão entre os melhores do Mundo. Ricardinho - que quanto a mim pecava quando se tornava demasiado individualista para mostrar a sua magia - demonstrou nesta prova que amadureceu muito, jogou para a equipa e na final foi o verdadeiro motor do cinco encarnado. O n.º 10 conseguiu pegar no jogo e colocar a equipa de Madrid em sobressalto.
Arnaldo também está no seu auge. O "Expresso de Bragança" e os seus ténis cor-de-rosa voltaram a estar em destaque, com um jogo de raiva, em que mostrou toda a sua audácia e raça. Gonçalo Alves, Pedro Costa e Bebé, outros vice-campeões europeus de clubes e agora campeões europeus de clubes, também têm uma presença fulcral no conjunto e têm mostrando o quanto faz bem a experiência internacional.
Dos internacionais portugueses, que quis destacar neste texto, falta Joel Queirós. Na minha opinião, o pivô tem sido injustiçado, quando se fazem apreciações às suas exibições sem se reparar que ele faz aquilo que lhe é exigido. Concordo que na final marcou muitos golos, tal como César Paulo, outro azarado com má pontaria, por exemplo. Mas será que ser o Bota de Ouro no Europeu e o melhor marcador da UEFA não quer dizer alguma coisa?
Há momentos que poucos atletas têm o privilégio de viver, Davi, o homem do jogo-final já bisou. Espero que os que agora se estrearam saboreiem da melhor maneira este triunfo e ganhem consciência daquilo que podem ter feito pela modalidade em Portugal. Bebé foi claro: este pode ter sido um 25 de abril para o futsal português.
Resta esperar que o futsal comece a ter a visibilidade que merece e que os praticantes continuem a aumentar.
Para terminar uma palavra a André Lima. Só falta adquirir a qualificação necessária para na próxima vez ter direito a aparecer na revista e ficha da UEFA, como bem merece. Afinal, é o treinador que levou o Benfica ao mais elevado patamar europeu.
Parabéns Campeões!
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Podia ser esta a história do encontro deste domingo em que o Benfica foi superior ao Interviú, a mítica "Máquina Verde", e fez história nas competições europeias: venceu a primeira competição para Portugal a nível europeu. Estaremos perante uma "Máquina Encarnada" O futuro o dirá...
O duelo do Pavilhão Atlântico deu para tirar muitas ilações e esclarecer os mais céticos, quer em relação a esta equipa, quer no que se refere às capacidades do homem do leme: André Lima.
Não há dúvidas que foi um momento marcante para o futsal português, que tem vindo a subir: 2007 meia-final do Europeu, 2010 final Europeu e campeões europeus de clubes. Deve querer dizer qualquer coisa...
Os jogadores portugueses estão a mostrar uma evolução impressionante e não tenho receios em admitir que estão entre os melhores do Mundo. Ricardinho - que quanto a mim pecava quando se tornava demasiado individualista para mostrar a sua magia - demonstrou nesta prova que amadureceu muito, jogou para a equipa e na final foi o verdadeiro motor do cinco encarnado. O n.º 10 conseguiu pegar no jogo e colocar a equipa de Madrid em sobressalto.
Arnaldo também está no seu auge. O "Expresso de Bragança" e os seus ténis cor-de-rosa voltaram a estar em destaque, com um jogo de raiva, em que mostrou toda a sua audácia e raça. Gonçalo Alves, Pedro Costa e Bebé, outros vice-campeões europeus de clubes e agora campeões europeus de clubes, também têm uma presença fulcral no conjunto e têm mostrando o quanto faz bem a experiência internacional.
Dos internacionais portugueses, que quis destacar neste texto, falta Joel Queirós. Na minha opinião, o pivô tem sido injustiçado, quando se fazem apreciações às suas exibições sem se reparar que ele faz aquilo que lhe é exigido. Concordo que na final marcou muitos golos, tal como César Paulo, outro azarado com má pontaria, por exemplo. Mas será que ser o Bota de Ouro no Europeu e o melhor marcador da UEFA não quer dizer alguma coisa?
Há momentos que poucos atletas têm o privilégio de viver, Davi, o homem do jogo-final já bisou. Espero que os que agora se estrearam saboreiem da melhor maneira este triunfo e ganhem consciência daquilo que podem ter feito pela modalidade em Portugal. Bebé foi claro: este pode ter sido um 25 de abril para o futsal português.
Resta esperar que o futsal comece a ter a visibilidade que merece e que os praticantes continuem a aumentar.
Para terminar uma palavra a André Lima. Só falta adquirir a qualificação necessária para na próxima vez ter direito a aparecer na revista e ficha da UEFA, como bem merece. Afinal, é o treinador que levou o Benfica ao mais elevado patamar europeu.
Parabéns Campeões!
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