quinta-feira, dezembro 09, 2004

Campeonato regressa


Um mês depois da paragem forçada, devido à realização do Campeonato do Mundo, regressa hoje o Campeonato Nacional da I Divisão. Módicus e Benfica dão hoje o mote, num jogo com direito a transmissão televisiva, às 21 horas na Sporttv.
A ronda prossegue sábado. Sporting-Boavista (em directo na Sporttv, às 17 horas) e FJ Antunes-SL Olivais são os jogos em destaque neste fim-de-semana.
O jogo entre o Freixieiro e a UTAD é de entrada livre.

CALENDÁRIO - I DIVISÃO
6ª feira
Modicus-Benfica - Pavilhão do Modicus, em Sandim - 21h00
SÁBADO
FJ Antunes-S.L. Olivais - Pavilhão Municipal de Vizela - 16h00
Alpendorada-Famalicense-Pavilhão Escola C+S Alpendorada - 16h00
Sporting-Boavista - Pavilhão Paz e Amizade (Loures) - 17h00
Freixieiro-UTAD - Pavilhão de Freixieiro - 18h00
AMSAC-Sp. Pombal - Pavilhão Paz e Amizade (Loures) - 19h30
DOMINGO
E. da Amadora-Sassoeiros - Pavilhão Académica da Amadora - 18h00

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Léo deixa Action 21

O internacional português Léo abandonou o Action 21 Charleroi, devido a problemas pessoais. O ala, de 24 anos, já está a estudar algumas propostas, sendo possível que deixe a Bélgica.

sábado, dezembro 04, 2004

Texto de opinião de André Araújo - Selecção brasileira de cristal

A derrota do Brasil ante a Espanha ainda está a ser digerida, por terras de Vera Cruz. A equipa em que actuam alguns dos melhores jogadores do Mundo não conseguiu valer-se do seu potêncial individual para ultrapassar a selecção espanhola, que foi sobretudo uma grande equipa. Porque afinal o futsal é um desportoi colectivo, e as estrelas nem sempre fazem a diferença.
O técnico brasileiro André Araújo enviou-me um texto no qual comenta a eliminação da sua selecção. A opinião é uma das melhores formas de evolução. Decidi por isso publicar aqui o texto que me foi enviado, para que possamos reflectir dobre o que vai mal no futsal "canarinho".
Não fiz qualquer modificação no texto original, que, como tal, está escrito em português do Brasil. Boa leitura!

Seleção brasileira de cristal
Bastou à seleção brasileira de futsal enfrentar um adversário organizado taticamente, com jogadores habilidosos e experientes para mostrar toda sua fragilidade e convencer a todos que definitivamente a seleção brasileira não é a melhor do mundo. E dessa vez não precisamos de nenhuma analise tática pra comprovar isso.
O Brasil levou gol até da Tailândia, jogou mal contra os Estados Unidos e só conseguiu superar o bloqueio argentino pelo talento individual dos jogadores, o que foi pouco para vencer a Espanha que pela terceira vez consecutiva participa de uma decisão do Mundial de Futsal da FIFA.
O Brasil por outro lado fica pela primeira vez na história fora de uma decisão. E se mudanças drásticas não acontecerem e providências não forem tomadas com urgência, pode ser o começo do fim do futsal brasileiro, pois em 2000 ficamos com o vice, em 2004 paramos na semi-final. Dessa forma em 2008 nem em entre os quatro vamos chegar e em 2012 poderemos até ser eliminados pela própria Tailândia, que foi o principal adversário do Brasil na preparação para o Mundial, se é que enfrentar a Tailândia pode servir de preparação para alguma coisa.
O novo fracasso da seleção mancha a imagem dos profissionais brasileiros que levam a sério o futsal em muitos clubes e em algumas federações pelo país como São Paulo e Rio Grande do Sul. Aliás, alguns desses profissionais deveriam estar na seleção, que parece mais um grupo de amigos do que uma seleção nacional. Talvez por isso alguns atletas preferiram a naturalização para defenderem Itália, Espanha, Portugal e outras seleções do resto do mundo, onde o futsal é valorizado, organizado e desenvolvido com profissionalismo, coisas que passam longe da nossa seleção.
Ninguém conhece a comissão técnica da seleção brasileira de futsal. Quem é o preparador físico? Quem é preparador de goleiros? Quem é o fisiologista? Quem é nutricionista? Quem é o médico? Quem é o psicólogo? E o técnico? Não teve tempo pra preparar a equipe? Parece que nunca ouviu a palavra “marcação”, que por sinal garante muitas vitórias e títulos no futsal. E derrotas também. Vou citar apenas os laterais e escanteios como exemplo. É incrível como a Espanha conseguiu criar jogadas em quase todos os laterais e escanteios. E na Espanha eles cobram os laterais e escanteios com as mãos. O Brasil simplesmente não mostrou nada nesse mundial e por isso ficou merecidamente fora da decisão.
Que no próximo mundial em 2008 o Brasil compareça com uma selecão de futsal, pois a seleção brasileira de cristal acabou de cair no chão e quebrar.
Texto de André Araújo (contato@fs21.com.br)

quinta-feira, dezembro 02, 2004

Futsal honrou o futebol português


A um pequeno passo de chegar às meias-finais do Campeonato do Mundo de Futsal, realizado no Taiwan, pautou-se por brilhante a participação da Selecção Nacional de Futsal, que mostrou capacidade para chegar mais longe na competição.
A Selecção Portuguesa viu goradas as expectativas de chegar mais longe na competição num jogo decisivo frente à sua congénere de Espanha, após ter alcançado a segunda fase de grupos do campeonato.
O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Gilberto Madaíl, enalteceu a participação da equipa lusa referindo que “foi brilhante a participação de Portugal no Campeonato do Mundo de Futsal. Esta Selecção honrou mais uma vez o futebol português, e apesar da sua eliminação a um passo das meias-finais, não deixou de encher de orgulho todos os portugueses. A eliminação num jogo decisivo com a Espanha - marcado, ao que nos parece, por alguns equívocos da equipa de arbitragem - não deve ser retirar mérito a uma equipa que teve um comportamento exemplar, do agrado de todos, ao longo da competição.”

Fonte: site oficial FPF

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Espanha 3-1 Portugal: O fim do Sonho


Terminou esta noite (princípio da tarde em Portugal Continental) o sonho da Selecção Nacional de Futsal de chegar às meias-finais do Campeonato do Mundo da modalidade, um feito alcançado há quatro atrás, na Guatemala, onde a Equipa das Quinas alcançou um brilhante terceiro lugar.
Hoje, Portugal não teve a sorte do jogo pelo seu lado e sucumbiu perante a Campeã do Mundo em título que, em boa verdade, não mostrou durante os 40 minutos de jogo ser superior à nossa Selecção.
A partida entre as duas formações Ibéricas ficou, aliás, pautada pelo equilíbrio. A Espanha, que teria forçosamente de vencer, entrou muito pressionante, como lhe competia, a procurar tomar as rédeas da partida. No entanto, encontrou pela frente uma Selecção Nacional muito concentrada a apostar no contra-ataque e no bom momento de forma de Joel Queirós para chegar com perigo às redes espanholas.
Foi nesta toada que a Espanha se adiantou no marcador, aos 6 minutos, por intermédio de Marcelo. A festa de ‘nuestros hermanos’ não durou, no entanto, mais que uns meros segundos, uma vez que Joel finalizou com competência um livre directo português. Os Campeões do Mundo pareceram ter acusado o toque e Portugal aproveitou para serenar o ímpeto adversário.
O minuto 11 ficou registado na história do jogo com a marca da infelicidade para as cores nacionais. Primeiro, foi Joel que isolado diante do guarda-redes contrário não conseguiu desfeitear Luis Amado. Na resposta, a Espanha voltou a adiantar-se no marcador, com Fran Serrejon a concluir o contra-golpe da formação de Javier Lozano.
Já perto do final dos primeiros 20 minutos, e depois do capitão nacional, André Lima, ter atirado uma bola ao poste, surgiu a expulsão de João Benedito, num lance controverso em que o guarda-redes português cortou de carrinho um lance de ataque da equipa espanhola.
A etapa complementar mostrou uma Selecção Nacional a dominar por completo as operações e a tentar encontrar o caminho para as redes adversárias. Foram inúmeras as oportunidades e remates perigosos desferidos pelos nossos atletas, mas a superior exibição de Luis Amado, numas ocasiões, e a falta de sorte (com nova bola no ferro), noutras, impediram que Portugal pudesse festejar o golo do empate.
Quem acabou por marcar foi de novo Marcelo (30 minutos) que fechou as contas da partida.
Portugal sai deste Mundial com o sentido de dever cumprido, demonstrando inequivocamente que é uma das grandes potências da modalidade, numa competição que surpreendeu pelo equilíbrio patenteado pelas principais selecções europeias e sul-americanas.
Fonte: site oficial da FPF

terça-feira, novembro 30, 2004

Portugal ultrapassa checos e fica a um ponto das meias -finais

O jogo desta tarde no Pavilhão LNK, em Tao Yuan, era fundamental para a passagem da Selecção Nacional de Futsal às meias-finais do Campeonato do Mundo da modalidade. Sabendo de antemão o resultado entre italianos e espanhóis (vitória dos primeiros por 3-2, o que seria à partida o desfecho menos apetecível), os pupilos de Orlando Duarte entraram determinados em conquistar os três pontos e derrotar aquela que é considerada a mais fraca formação do Grupo E desta segunda fase do Mundial: a República Checa.
Os primeiros minutos do encontro foram, assim, de intenso domínio luso, não admirando que a nossa Selecção se tivesse posto na situação de vencedora logo à passagem do terceiro minuto, através de Joel Queirós.
Portugal jogava bem e tentava cimentar a sua vantagem no marcador, perante uma formação checa que parecia incapaz de reagir. No entanto, o tento inaugural dos anfitriões do próximo Campeonato da Europa, alcançado ao sétimo minuto, por Vit Blazej, na sequência de um livre, abanou com a estrutura portuguesa.
Apesar de Joel ter colocado a Equipa das Quinas de novo na liderança do marcador, aos dez minutos, a verdade é que a nossa Selecção nunca mais foi a mesma, coleccionando erros defensivos. Com alguma infelicidade à mistura, os pupilos de Orlando Duarte viram-se pela primeira vez em desvantagem aos 16 minutos, depois dos tentos de Roman Musial e Martin Dlouhy.
Com o relógio a avançar rapidamente para o final do primeiro tempo, Ivan conseguiu diminuir os ‘estragos’, ao igualar o encontro a três bolas e dando um novo ânimo à formação portuguesa. O resultado com que se atingiu o intervalo tinha um sabor amargo, até porque sentia-se que a Selecção portuguesa tinha argumentos mais que suficientes para bater a República Checa.
Os segundos 20 minutos mostraram o que de melhor Portugal já fez neste Campeonato do Mundo. Os tentos madrugadores de André Lima (22 m.) e Gonçalo (23 m.) ajudaram a equipa a soltar-se e obrigaram os checos a ‘correr atrás do prejuízo’. O jogo ficou ainda mais aberto, com os nossos jogadores a mostrarem todos os seus recursos.
Leo (33 m.) e Gonçalo (34 m.) sentenciaram a partida e deram forma a uma goleada anunciada. Até final, a República Checa reduziu a desvantagem, por intermédio de Vit Blazej (38 m.) e Joel fechou as contas do encontro, no minuto seguinte, na transformação de um livre de dez metros.
Com este resultado, Portugal fica a apenas um ponto de distância das meias-finais do Campeonato do Mundo de Taiwan. Com a previsível vitória dos transalpinos diante da formação do leste europeu, cabe às duas selecções ibéricas a luta pela derradeira vaga nas meias-finais.
Caso a Equipa das Quinas triunfe, os comandados de Orlando Duarte poderão, mesmo, alcançar o primeiro lugar do Grupo E, desencontrando-se assim do Brasil, o mais que provável vencedor do agrupamento F.
Quarta-feira é, então, dia de emoções fortes!

Fonte: site oficial FPF

segunda-feira, novembro 29, 2004

Declarações dos protagonistas


Orlando Duarte
Satisfeito com o resultado, mas não tanto com a exibição da Selecção Nacional nos primeiros 23 minutos da partida. Foi desta forma que Orlando Duarte surgiu na Sala de Imprensa no final do encontro que colocou frente a frente Portugal e a Itália, naquele que foi o primeiro jogo das duas formações na segunda fase do Campeonato do Mundo de Futsal.
“Entrámos com algum descontrole emocional”, reconheceu o responsável técnico luso, que lembrou que “provavelmente oitenta por cento dos jogadores portugueses estão pela primeira vez a disputar um Mundial”. “Durante a primeira parte e os três minutos iniciais da segunda a equipa não esteve bem. Cometemos muitos erros e fomos obrigados a corrigi-los. Em termos defensivos não estivemos tão certos, pressionámos mal as linhas de passe e a bola”, referiu.
Ainda assim, Orlando Duarte afirmou que, apesar da sua formação ter ficado aquém daquilo que esperava, nomeadamente no período já referenciado, “em termos de atitude não há nada a apontar” aos atletas, garantindo que a equipa não teve falta de ambição.
Para o treinador português, a nossa Selecção teve “alguma sorte” na forma como passou incólume pela fase de maior pressão dos transalpinos - três minutos iniciais da etapa complementar - mas, passado esse período, Portugal “foi melhor e criou mais oportunidades para marcar”. “Nos últimos 17 minutos já estivemos ao nosso nível, acabando mesmo a partida com maior tempo de posse de bola do que a Itália”, precisou.
Orlando Duarte lembrou, por outro lado, que o adversário de hoje “não é uma equipa qualquer”, sendo mesmo apontada como uma das mais sérias pretendentes ao título. “Ontem li algumas declarações de jogadores italianos, nas quais os atletas apenas se referiam apenas à Espanha e à República Checa [como candidatos à passagem às meias-finais]. Hoje demos a devida resposta. Pela forma como decorreu o jogo, fiquei feliz com o empate, mas ficaria muito mais se tivéssemos ganho”, afirmou.

Elogios a Israel
“Não gosto de individualizar as prestações dos meus jogadores, mas hoje vou fazê-lo até porque o atleta de quem vou falar não tem sido muito utilizado: o Israel esteve excepcionalmente bem. Fez um jogo fabuloso”, prosseguiu o técnico nacional, acrescentando: “É assim que os jogadores devem funcionar, ou seja, devem demonstrar aos treinadores que merecem jogar mais tempo e ele hoje demostrou-me isso mesmo”.
Sobre a partida de amanhã, diante da República Checa - “uma equipa muito compacta”, Orlando Duarte considera que vai ser “mais uma final”, para a qual Portugal partirá com a aparente de vantagem de saber à partida o resultado do encontro entre a Espanha e a Itália, que se realiza duas horas antes. “Ficamos com margem de manobra para saber aquilo que devemos fazer”, explicou.

Outros protagonistas

Marcelinho
“Entrámos um pouco adormecidos e com receio de atacar. Essa postura prejudicou-nos porque gostamos de jogar de forma ofensiva. Passámos por sérios problemas e a Itália teve algumas hipóteses de se adiantar no marcador, mas o João Benedito fez hoje uma grande exibição. A partir dos primeiros minutos da segunda parte, conseguimo-nos soltar e passámos a dominar o jogo, até porque a Itália acusou um pouco o esforço.
É complicado jogar partidas tão intensas em tão curto espaço de tempo, mas é o calendário e já sabíamos que seria assim. Quem entra para dentro de campo não pode economizar forças, não pode pensar no próximo jogo, porque o encontro actual é sempre o mais importante.
O jogo com a República Checa vai ser muito difícil. Vamos precisar de correr muito para levarmos de vencidos os checos. São jogadores muito fortes fisicamente, que defendem muito e partem com perigo para o contra-ataque. Temos de ter paciência e acreditar sempre na vitória”.

Formiga
“Entrámos um pouco ansiosos e não conseguimos seguir as instruções do Seleccionador Nacional. Com o decorrer do jogo soltámo-nos mais. Nos últimos dez minutos tivemos o domínio completo do jogo. Acho que a equipa se portou bem, atendendo ao valor da Itália. Tivemos a estrelinha da sorte e um guarda-redes muito concentrado. Não tivemos tantas oportunidades como a Itália, mas aquelas que tivemos foram mais flagrantes.
O jogo com a República Checa vai ser mais um daqueles jogos imprevisíveis. Os checos são muito fortes fisicamente e constituem uma boa Selecção. É uma equipa que está ao nosso alcance, mas para isso teremos de trabalhar muito”.

Gonçalo
“Defrontámos uma grande equipa, recheada de excelentes jogadores que actuam em campeonatos muito competitivos. Os italianos estão habituados a jogar nestas competições de grande responsabilidade. Além de uma ponta de sorte, acho que jogámos muito bem e poderíamos, até, ter ganho o jogo.
Amanhã, vamos ter um jogo completamente diferente. Imagino que a República Checa vá defender no seu meio campo, muito atrás, pelo que teremos de ter muita paciência e estar muito concentrados. Teremos de assumir mais as despesas do jogo, até porque essa partida poderá significar a qualificação”.

Israel
“É óptimo saber que o Seleccionador Nacional destacou a minha exibição, mas o mais importante foi o colectivo e o facto de termos conseguido alcançar um bom resultado. Sinto-me bem ao ouvir essas palavras que me dão mais força para o futuro. Em certas alturas do jogo de hoje - principalmente nas bolas que bateram nos postes - tivemos alguma felicidade, mas não há campeões sem sorte. Continuamos a pecar na finalização, a falhar muitos golos. Criamos muitas oportunidades, mas não conseguimos concretizá-las e esse é um aspecto a rever. Em quatro jogos temos apenas um golo sofrido, o que é de louvar numa modalidade como o Futsal.
Amanhã queremos ganhar à República Checa para que possamos depender só de nós para alcançarmos a qualificação para as meias-finais na última partida com a Espanha”.

Fonte: site oficial FPF