terça-feira, novembro 30, 2004
Portugal ultrapassa checos e fica a um ponto das meias -finais
Os primeiros minutos do encontro foram, assim, de intenso domínio luso, não admirando que a nossa Selecção se tivesse posto na situação de vencedora logo à passagem do terceiro minuto, através de Joel Queirós.
Portugal jogava bem e tentava cimentar a sua vantagem no marcador, perante uma formação checa que parecia incapaz de reagir. No entanto, o tento inaugural dos anfitriões do próximo Campeonato da Europa, alcançado ao sétimo minuto, por Vit Blazej, na sequência de um livre, abanou com a estrutura portuguesa.
Apesar de Joel ter colocado a Equipa das Quinas de novo na liderança do marcador, aos dez minutos, a verdade é que a nossa Selecção nunca mais foi a mesma, coleccionando erros defensivos. Com alguma infelicidade à mistura, os pupilos de Orlando Duarte viram-se pela primeira vez em desvantagem aos 16 minutos, depois dos tentos de Roman Musial e Martin Dlouhy.
Com o relógio a avançar rapidamente para o final do primeiro tempo, Ivan conseguiu diminuir os ‘estragos’, ao igualar o encontro a três bolas e dando um novo ânimo à formação portuguesa. O resultado com que se atingiu o intervalo tinha um sabor amargo, até porque sentia-se que a Selecção portuguesa tinha argumentos mais que suficientes para bater a República Checa.
Os segundos 20 minutos mostraram o que de melhor Portugal já fez neste Campeonato do Mundo. Os tentos madrugadores de André Lima (22 m.) e Gonçalo (23 m.) ajudaram a equipa a soltar-se e obrigaram os checos a ‘correr atrás do prejuízo’. O jogo ficou ainda mais aberto, com os nossos jogadores a mostrarem todos os seus recursos.
Leo (33 m.) e Gonçalo (34 m.) sentenciaram a partida e deram forma a uma goleada anunciada. Até final, a República Checa reduziu a desvantagem, por intermédio de Vit Blazej (38 m.) e Joel fechou as contas do encontro, no minuto seguinte, na transformação de um livre de dez metros.
Com este resultado, Portugal fica a apenas um ponto de distância das meias-finais do Campeonato do Mundo de Taiwan. Com a previsível vitória dos transalpinos diante da formação do leste europeu, cabe às duas selecções ibéricas a luta pela derradeira vaga nas meias-finais.
Caso a Equipa das Quinas triunfe, os comandados de Orlando Duarte poderão, mesmo, alcançar o primeiro lugar do Grupo E, desencontrando-se assim do Brasil, o mais que provável vencedor do agrupamento F.
Quarta-feira é, então, dia de emoções fortes!
Fonte: site oficial FPF
segunda-feira, novembro 29, 2004
Declarações dos protagonistas
Orlando Duarte
Satisfeito com o resultado, mas não tanto com a exibição da Selecção Nacional nos primeiros 23 minutos da partida. Foi desta forma que Orlando Duarte surgiu na Sala de Imprensa no final do encontro que colocou frente a frente Portugal e a Itália, naquele que foi o primeiro jogo das duas formações na segunda fase do Campeonato do Mundo de Futsal.
“Entrámos com algum descontrole emocional”, reconheceu o responsável técnico luso, que lembrou que “provavelmente oitenta por cento dos jogadores portugueses estão pela primeira vez a disputar um Mundial”. “Durante a primeira parte e os três minutos iniciais da segunda a equipa não esteve bem. Cometemos muitos erros e fomos obrigados a corrigi-los. Em termos defensivos não estivemos tão certos, pressionámos mal as linhas de passe e a bola”, referiu.
Ainda assim, Orlando Duarte afirmou que, apesar da sua formação ter ficado aquém daquilo que esperava, nomeadamente no período já referenciado, “em termos de atitude não há nada a apontar” aos atletas, garantindo que a equipa não teve falta de ambição.
Para o treinador português, a nossa Selecção teve “alguma sorte” na forma como passou incólume pela fase de maior pressão dos transalpinos - três minutos iniciais da etapa complementar - mas, passado esse período, Portugal “foi melhor e criou mais oportunidades para marcar”. “Nos últimos 17 minutos já estivemos ao nosso nível, acabando mesmo a partida com maior tempo de posse de bola do que a Itália”, precisou.
Orlando Duarte lembrou, por outro lado, que o adversário de hoje “não é uma equipa qualquer”, sendo mesmo apontada como uma das mais sérias pretendentes ao título. “Ontem li algumas declarações de jogadores italianos, nas quais os atletas apenas se referiam apenas à Espanha e à República Checa [como candidatos à passagem às meias-finais]. Hoje demos a devida resposta. Pela forma como decorreu o jogo, fiquei feliz com o empate, mas ficaria muito mais se tivéssemos ganho”, afirmou.
Elogios a Israel
“Não gosto de individualizar as prestações dos meus jogadores, mas hoje vou fazê-lo até porque o atleta de quem vou falar não tem sido muito utilizado: o Israel esteve excepcionalmente bem. Fez um jogo fabuloso”, prosseguiu o técnico nacional, acrescentando: “É assim que os jogadores devem funcionar, ou seja, devem demonstrar aos treinadores que merecem jogar mais tempo e ele hoje demostrou-me isso mesmo”.
Sobre a partida de amanhã, diante da República Checa - “uma equipa muito compacta”, Orlando Duarte considera que vai ser “mais uma final”, para a qual Portugal partirá com a aparente de vantagem de saber à partida o resultado do encontro entre a Espanha e a Itália, que se realiza duas horas antes. “Ficamos com margem de manobra para saber aquilo que devemos fazer”, explicou.
Outros protagonistas
Marcelinho
“Entrámos um pouco adormecidos e com receio de atacar. Essa postura prejudicou-nos porque gostamos de jogar de forma ofensiva. Passámos por sérios problemas e a Itália teve algumas hipóteses de se adiantar no marcador, mas o João Benedito fez hoje uma grande exibição. A partir dos primeiros minutos da segunda parte, conseguimo-nos soltar e passámos a dominar o jogo, até porque a Itália acusou um pouco o esforço.
É complicado jogar partidas tão intensas em tão curto espaço de tempo, mas é o calendário e já sabíamos que seria assim. Quem entra para dentro de campo não pode economizar forças, não pode pensar no próximo jogo, porque o encontro actual é sempre o mais importante.
O jogo com a República Checa vai ser muito difícil. Vamos precisar de correr muito para levarmos de vencidos os checos. São jogadores muito fortes fisicamente, que defendem muito e partem com perigo para o contra-ataque. Temos de ter paciência e acreditar sempre na vitória”.
Formiga
“Entrámos um pouco ansiosos e não conseguimos seguir as instruções do Seleccionador Nacional. Com o decorrer do jogo soltámo-nos mais. Nos últimos dez minutos tivemos o domínio completo do jogo. Acho que a equipa se portou bem, atendendo ao valor da Itália. Tivemos a estrelinha da sorte e um guarda-redes muito concentrado. Não tivemos tantas oportunidades como a Itália, mas aquelas que tivemos foram mais flagrantes.
O jogo com a República Checa vai ser mais um daqueles jogos imprevisíveis. Os checos são muito fortes fisicamente e constituem uma boa Selecção. É uma equipa que está ao nosso alcance, mas para isso teremos de trabalhar muito”.
Gonçalo
“Defrontámos uma grande equipa, recheada de excelentes jogadores que actuam em campeonatos muito competitivos. Os italianos estão habituados a jogar nestas competições de grande responsabilidade. Além de uma ponta de sorte, acho que jogámos muito bem e poderíamos, até, ter ganho o jogo.
Amanhã, vamos ter um jogo completamente diferente. Imagino que a República Checa vá defender no seu meio campo, muito atrás, pelo que teremos de ter muita paciência e estar muito concentrados. Teremos de assumir mais as despesas do jogo, até porque essa partida poderá significar a qualificação”.
Israel
“É óptimo saber que o Seleccionador Nacional destacou a minha exibição, mas o mais importante foi o colectivo e o facto de termos conseguido alcançar um bom resultado. Sinto-me bem ao ouvir essas palavras que me dão mais força para o futuro. Em certas alturas do jogo de hoje - principalmente nas bolas que bateram nos postes - tivemos alguma felicidade, mas não há campeões sem sorte. Continuamos a pecar na finalização, a falhar muitos golos. Criamos muitas oportunidades, mas não conseguimos concretizá-las e esse é um aspecto a rever. Em quatro jogos temos apenas um golo sofrido, o que é de louvar numa modalidade como o Futsal.
Amanhã queremos ganhar à República Checa para que possamos depender só de nós para alcançarmos a qualificação para as meias-finais na última partida com a Espanha”.
Fonte: site oficial FPF
Solidez defensiva na base de empate suado
Em boa verdade, a nossa Selecção demorou quase 23 minutos a entrar na partida, mostrando-se algo ansiosa e incapaz que assentar o seu jogo, perante a intensa pressão que os italianos colocaram sobre o último reduto nacional. Durante os primeiros 20 minutos, a Itália foi criando diversas oportunidades para marcar, entre as quais um remate potente ao poste da baliza à guarda de João Benedito.
Valeu a Portugal, nesta fase, a tarde de inspiração do número um luso que foi travando as intenções ofensivas dos italianos que, até ao intervalo, remataram mais vezes e tiveram mais posse de bola. Portugal ia respondendo como podia, em contra-ataque, com Joel e André em plano de destaque no desperdício das duas melhores oportunidades de golo.
Os segundos 20 minutos começaram com a Itália a entrar de rompante e a tentar, de forma frenética, chegar à vantagem. Foram três minutos complicados para Portugal, que se viu empurrado para os últimos metros de terreno, com João Benedito a mostrar porque é justamente considerado como um dos melhores guarda-redes do Mundo. E foi precisamente durante esta fase, que a nossa Selecção viu brilhar a estrelinha da sorte que, espera-se, seja prenúncio de grandes feitos neste Mundial.
Passada a tormenta - que contemplou nova bola no poste -, a Selecção Nacional iniciou um período de 17 minutos, até ao final do encontro, durante o qual conseguiu sacudir a pressão e assenhorar-se do comando da partida. Com mais tempo de posse de bola, os jogadores portugueses começaram a causar sucessivas situações de perigo junto à área transalpina, vindo ao de cima, mais uma vez, a menor capacidade concretizadora da Equipa das Quinas.
O empate final acaba por ser um resultado que serve as aspirações da nossa Selecção, que mantém bem vivo o sonho de atingir as meias-finais do Mundial de Taiwan.
Uma nota final para referir que esta partida vai ficar para a História dos Campeonatos do Mundo de Futsal, como a primeira a terminar sem golos.
Fonte: site oficial FPF
sexta-feira, novembro 26, 2004
Portugal bate Cuba (5-0) e garante qualificação
Não fora a tarde de desinspiração dos jogadores portugueses no momento da finalização e a Selecção Nacional de Futsal poderia ter alcançado hoje, diante de Cuba, um dos mais volumosos resultados do Campeonato do Mundo da modalidade, que está a decorrer em Taiwan desde o passado dia 21 de Novembro.
Sem nunca ter acelerado muito o ritmo de jogo, mas mesmo assim manietando por completo uma selecção cubana que raramente teve oportunidades para visar a baliza lusa, a Equipa das Quinas cumpriu com competência aquilo que dela se exigia para esta tarde, no Pavilhão NTU, em Taipé: o apuramento para a segunda fase do Mundial.
Diante de um adversário aguerrido, mas sem argumentos para travar o melhor Futsal da nossa Selecção, Portugal demorou um pouco a encontrar as redes adversárias, o que apenas veio a conseguir à passagem do minuto sete, por intermédio de Joel Queirós, que deu a melhor sequência a uma assistência de Luís Silva.
Com a formação caribenha incapaz de reagir, os comandados de Orlando Duarte mantiveram o ascendente na partida e voltariam a marcar volvidos quatro minutos. Ivan facturou o seu primeiro golo neste Mundial e fechou as contas dos primeiros 20 minutos. Uma vantagem escassa para tão grande desnível no Futsal praticado entre as duas selecções.
A segunda parte trouxe mais do mesmo. Ou seja, um domínio avassalador português e uma equipa cubana a tentar evitar o avolumar do marcador. Majó (26’), Joel (31’) e André (39’) fecharam as contas de uma partida com pouca história, mas muito desperdício luso, incluindo um livre da marca dos 10 metros.
A grande ‘aventura’ do Futsal português em Taiwan prossegue já no próximo domingo (28 de Novembro), às 18h00 locais, em Tao Yuan (Pavilhão LNK), quando Portugal medir forças com a Itália, o primeiro adversário da nossa Selecção na segunda fase do Mundial.
República Checa (29 de Novembro - 20h00) e Espanha (1 de Dezembro - 20h00), também em Tao Yuan, serão as restantes selecções que se cruzarão no caminho dos comandados de Orlando Duarte.
Fonte: Site oficial da FPF
quarta-feira, novembro 24, 2004
Portugal 0 - 1 Argentina - Azar e pouca pontaria valem derrota
A derrota (0-1) hoje averbada pela Selecção Nacional de Futsal no seu segundo jogo da fase final do Campeonato do Mundo, diante da Argentina, teve tanto de injusta como de infeliz.
Sem querer beliscar o mérito da selecção das ‘pampas’ - uma formação que assenta o seu jogo num sistema defensivo extremamente eficaz, onde o mais importante parece ser evitar a todo o custo o golo adversário para, depois, se lançar em perigosos contra-ataques -, a verdade é que Portugal foi a melhor equipa em campo, aquela que maior posse de bola teve e que mais remates fez. No fundo, a única que tentou verdadeiramente ganhar a partida.
A história deste terceiro encontro entre portugueses e sul-americanos ficou escrita à passagem do minuto 19, quando a Equipa das Quinas dispôs de um livre de 10 metros que Ivan não conseguiu transformar em golo. Na resposta, a Argentina colocou-se em vantagem, através de um remate imparável de Esteban Gonzalez. Para trás, ficaram 18 minutos que mostraram uma Selecção Nacional dominadora, a controlar a bola e a tentar pacientemente chegar ao tento inaugural.
O intervalo chegou com os argentinos na posição que mais lhes convinha e que assentava como uma luva à sua estratégia. Nos segundos 20 minutos, Orlando Duarte foi obrigado a correr mais riscos, em busca do empate e disso se aproveitou a equipa de Jose Larranaga para criar diversas situações de golo, em jogadas venenosas de contra-golpe.
No final, ficou um certo travo a frustração entre a comitiva e jogadores nacionais, cientes de que poderiam ter alcançado um outro resultado. No entanto, não foi por falta de trabalho e suor que os atletas lusos perderam esta partida.
Agora, o jogo com Cuba, na próxima sexta-feira (26 de Novembro), assume um carácter decisivo. Portugal necessita de vencer e esperar pelo resultado entre Argentina e Irão. Uma vitória robusta diante dos caribenhos será, à partida, suficiente para que a nossa Selecção siga em frente, uma vez que a primeira forma de desempate é a diferença entre o número de golos marcados e sofridos.
Fonte: Site oficial FPF
segunda-feira, novembro 22, 2004
Orgulho Nacional
A alegria ficou ainda maior depois de ler a antevisão que a FIFA escreveu sobre o jogo Irão-Portugal, que faço questão de traduzir um excerto:
"Se há equipa que todos estão à espera de ver nesta edição do Campeonato do Mundo, é o Irão. (...) Portugal deve ter em atenção que há poucos dias atrás o Irão venceu a China-Taipé por 7-0, num jogo de preparação, o que de acordo com o seu manager só mostrou 50% das suas capacidades". (Texto integral:FIFA)
Pois bem, parece que afinal foram os iranianos que não tiveram grandes cuidados com Portugal.
Houve um outro aspecto de que gostei particularmente. Muitas foram as criticas às escolhas do seleccionador nacional, Orlando Duarte, por exemplo o facto de ter chamado Luís Silva (por acaso um dos melhores elementos em campo, mostrou muita raça e marcou o primeiro golo), pela existência de luso-brasileiros e naturalizados nos 14(Léo marcou um belo golo, precedido de um bom pormenor individual; Narcelinho evitou o empate logo após o 1-0 de Portugal e Ivan Dias voltou a ser peça fundamental na defeas nacional - basta recordar que João Benedito teve mais trabalho e brilhou mais quando o fixo do Freixieiro não estava em campo), entre outras.
Este início de Campeonato do Mundo deixa antever coisas muito bonitas. União na equipa parece-me que temos. Só espero que esta vitória não tenha aspectos negativos na equipa, que tem de voltar a entrar com a mesma ambição, raça e querer no jogo de 4ª feira ante a Argentina, como se de uma final se tratasse.
No Mundial da Guatemala eramos praticamente desconhecidos e conseguimos um brilhante 3º. lugar; será demais ambicionarmos um patamar mais alto no pódium?
Ainda nada está ganho, ainda não estamos a segunda fase, mas pelo menos hoje estamos com o ego em alta, sentimos orgulho em ser portugueses e esquecemo-nos de olhar para nós como "pequeninos".
Boa sorte Portugal!
Declarações dos protagonistas
Orlando Duarte: “Vitória inteiramente justa”
O Seleccionador Nacional de Futsal, Orlando Duarte, estava naturalmente muito satisfeito no final da partida que opôs Portugal ao Irão e que conferiu os primeiros três pontos à Equipa das Quinas no Mundial de Taiwan.
Elogiando o comportamento dos seus atletas, “que demonstraram uma grande entrega e espírito de sacrifício”, o responsável técnico luso classificou a vitória como “inteiramente justa”, numa partida em que a nossa Selecção realizou “uma excelente exibição”.
Para Orlando Duarte, parte do triunfo português começou a ser desenhado na forma como as equipas abordaram o encontro. Se por um lado o jogo português foi pautado pelo colectivismo em todas as acções, por outro, o individualismo iraniano ficou personificado na excessiva dependência dos asiáticos em Vahid Shamsaee, a principal figura do Futsal do Irão.
“Montámos uma estratégia para anular Shamsaee. Treinámos todos os seus movimentos em campo e não o deixámos jogar como ele gosta. Para uma equipa tão dependente de um jogador como o é o Irão em relação a Shamsaee, torna-se fatal”, explicou.
O treinador português, que falava em Conferência de Imprensa, escassos minutos após o final da partida, sublinhou ainda que a nossa Selecção preparou-se especificamente para esta partida, dada a importância de começar uma competição desta natureza com um bom resultado. “Não preparámos o jogo com a Argentina, nem com Cuba, porque queríamos estar cem por cento concentrados neste encontro com o Irão”, frisou.
Questionado sobre a partida da próxima quarta-feira, diante dos argentinos, Orlando Duarte referiu que prevê muitas dificuldades. “A Argentina é uma equipa extremamente sólida, que defende muito bem e que sai com grande perigo para contra-ataque”, começou por dizer.
“Vamos ter menos espaços para jogar, teremos de ser mais seguros na nossa posse de bola e vamos procurar ser um pouco mais cínicos, que é uma das principais armas dos sul-americanos”, concluiu.
Joel, Benedito e Zézito falam sobre a goleada ao Irão
Foram três dos jogadores em foco na tarde de hoje, em que Portugal goleou o Irão por 4-0. No final da partida, falaram ao ‘site’ da FPF sobre o primeiro jogo da nossa Selecção no Campeonato do Mundo de Futsal, que está a decorrer em Taiwan.
Joel Queirós
“Queríamos muito vencer esta partida, porque o jogo com o Irão era importantíssimo para a nossa continuidade no Campeonato do Mundo. Ganhámos e, por isso, estamos todos de parabéns. Agora, há que pensar que na quarta-feira temos já um novo encontro, com a Argentina.
Marquei um golo importante, mas fui apenas mais um jogador útil para a equipa, no sentido de a ajudar a ganhar o jogo. E isso, felizmente, foi conseguido”.
João Benedito
“Tivemos muita maturidade, ao contrário do que aconteceu na última grande competição em que participámos, o Europeu, onde entrámos muito atabalhoadamente. Não marcámos tão cedo quanto desejaríamos, mas quando nos colocámos em vantagem soubemos gerir o jogo e ainda conseguimos alcançar uma vitória importante de 4-0, o que num Torneio como este é sempre um resultado muito significativo.
No Futsal não é todos os dias que um guarda-redes se pode orgulhar de não sofrer golos. E aqui [Mundial] é tanto mais gratificante, quanto é uma prova onde estão reunidos os melhores executantes da modalidade. É sinal de que tivemos uma grande consistência defensiva. Se continuarmos a ter confiança uns nos outros, iremos conseguir fazer boas coisas neste Mundial.
[Sobre o duelo com Shamsaee]: Não temos que temer ninguém. É um jogador idêntico a tantos outros que estão aqui no Campeonato do Mundo e a nossa Selecção é superior a todas e quaisquer individualidades”.
Zézito
“O jogo correu de forma excelente. Estivemos quase perfeitos. O Irão é uma equipa complicada, tem jogadores que individualmente desequilibram muito, mas cumprimos à risca aquilo que nos foi pedido e conseguimos com muita entrega e muita luta que o resultado nos fosse tão favorável.
Quero ajudar a Selecção ao máximo, mas obviamente fiquei bastante satisfeito com o meu golo e com a exibição que produzi. Apesar de ser especial marcar numa competição como o Mundial, o mais importante é o resultado final da equipa”.
Texto e foto: Federação Portuguesa de Futebol