quarta-feira, outubro 13, 2004
O calvário de Pedro Costa
O incidente ocorreu durante o jogo de ontem à noite ante o Famalicense. Num lance disputado com Pli o guarda-redes pisa, sem intenção, o universal do Benfica, ainda durante o primeiro tempo. O atleta já não regressou no período complementar. À chegada a Lisboa, de madrugada, Pedro Costa realizou um exame, que acabou por revelar a pior das hipóteses: uma fractura. Agora vai realizar tratamento e ficará com gesso durante cerca de um mês, sendo por isso certo que não vai estar apto para participar no Campeonato do Mundo, pois a selecção das quinas parte para Macau a 11 de Novembro. A prova disputa-se em Taipé de 21 de Novembro a 5 de Dezembro.
Dois anos de sofrimento
Pedro Costa parece ainda não ter saído da onda de lesões que o afecta há cerca de dois anos. Em finais de 2002 contraiu uma rotura abdominal, ficando parado durante um mês. No Europeu de 2003 no primeiro jogo, ficando afastado da competição durante dois meses. Em Novembro, na 1ª. fase de qualificação da UEFA Futsal Cup voltou a magoar-se, parando mais três meses. Passou praticamente o resto da época limitado, devido a uma pubalgia. No final da temporada regressou à competição, contraindo outra rotura abdominal na primeira mão da final da liga dos campeões. Esta época começou da pior maneira, com um estiramento na articulação do tornozelo direito, contraído no jogo da 1ª. jornada, ante o Sporting.
terça-feira, outubro 12, 2004
Universitários passaram no teste
Durante a minha ausência de quase um mês da "blogosfera" muitas coisas aconteceram no futsal português. Os campeonatos nacionais estão em acção, já houve algumas mudanças de treinadores, a televisão (infelizmente em canal fechado) já deu pela existência desta modalidade, a Selecção Nacional continua a preparar a participação no Campeonato do Mundo, etc, etc, etc.
Entre tantos factos eu destaco um acontecimento que passou praticamente despercebido na grande maioria dos órgãos de comunicação social: o Campeonato do Mundo Universitário.
Portugal esteve mais uma vez presente neste evento, conseguindo o 5º. lugar, superando o 7º. alcançado em 2002. A participação da Selecção Nacional acabou por ser bastante positiva, tendo em conta que apenas foi derrotada por duas "potências" do futsal universitário mundial: a Ucrânia - que conquistou o título ao vencer o Brasil na final e a Rússia - que foi a vencedora do Mundial de 2002.
Orientada por Orlando Duarte, a equipa conseguiu ainda dar a maior goleada do evento, ao bater a Inglaterra por 20-0. De seguida, alguns dados sobre a equipa portuguesa.
Selecção Nacional Universitária
A Comitiva
Jogadores
Nome - Clube - Universidade
João Simões (Académica - IP Coimbra)
Luisinho (Académica - ISMT)
Gonçalo Barão (Sp. Pombal - ESEC)
Caturra (SL Olivais - ISCAL)
Richart (Belenenses - Lusófona)
Hélder (UTAD - UTAD)
Edgar (UTAD - UTAD)
Gonçalo Farinha (SL Olivais - FMH)
Nuno Almeida (SL Olivais - Lusófona)
Nuno Santos (UTAD - UTAD)
Davide (Alpendorada - UTAD)
Jony (SL Olivais - Univ. Lisboa)
Equipa Técnica
Orlando Duarte
Jorge Braz
José Luís
Carlos Cruz (Fisioterapeuta)
Delegados (FADU)
Rui Matos
Pedro Ferreira
Élio Novo
A Prova
Grupo C
Ucrânia
Portugal
Sérvia e Montenegro
Inglaterra
Jogos - primeira fase e seguintes
Ucrânia 1-0 Portugal
Portugal 5-2 Sérvia e Montenegro
Portugal 20-0 Inglaterra (maior goleada deste Campeonato do Mundo - Rep. Checa marcou 21 golos no jogo contra a Suíça mas sofreu 5...)
1/4 Final
Rússia 6-4 Portugal
Jogo entre derrotados dos 1/4 final
Portugal 5-0 Eslovenia
5º./6º. Lugares
República Checa 3-4 Portugal
Marcadores (Portugal)
Luisinho - 9 golos
Jony - 8 golos
Davide - 5 golos
Richart - 3 golos
Caturra - 2 golos
Hélder - 2 golos
Gonçalo Farinha - 3 golos
Nuno Almeida - 2 golos
Edgar - 2 golos
Gonçalo Barão - 1 golo
PS - Destaque ainda para a presença do árbitro Francisco Parrinha na prova, a representar a arbitragem nacional. O juiz apitou mesmo o jogo do 3º. e 4º. lugares.
segunda-feira, outubro 11, 2004
Heróis de Guatemala reconhecidos
Terça-feira 28 de Setembro de 2004 é um dia para ficar gravado na história do futsal nacional: o seu valor e feitos foram finalmente reconhecidos. O processo “Guatemala” foi encerrado e os 14 jogadores e dois elementos da equipa técnica da Selecção Nacional vão receber por parte do Governo (através do Instituto do Desporto de Portugal – IDP) o prémio relativo ao terceiro lugar alcançado no Campeonato do Mundo de 2000.
Faz no dia 3 de Dezembro quatro anos que a Selecção Nacional alcançou um brilhante 3.º lugar no Campeonato do Mundo da Guatemala, naquela que foi a primeira participação da prova. A partida para a América Latina foi discreta, praticamente anónima, mas no regresso foram recebidos com toda a pompa. A Comunicação Social apareceu em peso, tal como os dirigentes, para receberem estes heróis desconhecidos.
Contudo, a euforia foi efémera e depressa se esqueceu o feito. Curiosamente ninguém se lembrou que estas medalhas de bronze valiam um reconhecimento oficial...
A descoberta de uma lacuna
Foi numa conversa informal, durante uma entrevista que tomei conhecimento de que havia qualquer coisa que não batia certo.
A minha curiosidade levou-me a procurar a legislação relativa à atribuição de bolsas a medalhados em provas internacionais. Deparei-me então com a Portaria nº.211/98, documento que refere a atribuição de um prémio a modalidades olímpicas que se classifiquem nos três primeiros lugares de campeonatos da Europa, do Mundo ou Jogos Olímpicos têm direito a um prémio. O futsal, como se sabe, não faz parte do programa olímpico, contudo, uma excepção pode ser aberta se a entidade responsável pela modalidade (neste caso a FPF) envie um pedido ao IDP.
Contactadas as instituições, ninguém quis assumir as culpas, afinal já tinha passado muito tempo e para muitos o assunto já estava mais do que encerrado, se é que alguma vez o consideraram aberto...
A situação aconteceu na época em que existia o já extinto INDE, pelo que a Direcção do "substituto" IDP não tinha conhecimento de nada, mas numa prova de boa vontade aceitaram reabrir o processo.
Após quatro meses de investigação e cerca de 9 meses de estudo do processo finalmente saíram os resultados. Num país de injustiças a justiça acabou por ser feita. Resta saber quando é que os técnicos Orlando Duarte e Luís Almeida e os jogadores Nanã, Toni, João Benedito, Vitinha, Majó, Pedro Costa, Ivan Dias, Miguel Mota, António Teixeira, Arnaldo, Formiga, Nelito, André Lima e Zezito receberão o prémio, que já está na FPF...
NOTÍCIAS PUBLICADAS PELO RECORD
Dia 3 Dezembro 2003
Onde pára o Prémio?
Discretos na partida, Heróis à chegada
Dia 29 Setembro 2004
O Prémio apareceu
sábado, setembro 18, 2004
Agenda do dia - 19 Setembro
E. Amadora - Famalicense
Pavilhão Académica da Amadora - 17 horas
ANIVERSÁRIOS
Anderson (Famalicense) - 20 anos
Resultados do dia
Módicus 6-3 AMSAC
Sporting 9-1 Alpendorada
Freixieiro 3-6 Sp. Pombal
FJ Antunes 6-4 Sassoeiros
SL Olivais 1-5 Benfica
UTAD 4-4 Boavista
E. Amadora hoje Famalicense
CLASSIFICAÇÃO
Posição Clube Pontos
1º - Benfica - 9 (-1 jogo)
2º - Sporting - 9
3º - Sp. Pombal - 9
4º - SL Olivais - 7
5º - FJ Antunes - 7
6º - Módicus - 6
7º - Freixieiro - 6 (-1 jogo)
8º - Famalicense - 5 (-1 jogo)
9º - E. Amadora - 4 (-1 jogo)
10º - Alpendorada - 4
11º - Sassoeiros - 3
12º - Boavista - 2
13º - UTAD - 1
14º - AMSAC - 1
I Divisão Nacional - 4ª. Jornada
Sporting - Alpendorada - Pavilhão Paz e Amizade (Loures) - 15h
FJ Antunes - Sassoeiros - Pavilhão Municipal de Vizela - 15 h
UTAD - Boavista - Nave de Desportos da UTAD (Vila Real) - 16h
Modicus - AMSAC - Pavilhão do Modicus (Sandim) - 18h
SL Olivais - Benfica - Pavilhão de Casal Vistoso (Olaias) - 18h
Freixieiro - Sp. Pombal - Pavilhão de Freixieiro - 18h30 (jogo realiza-se
à porta fechada)
DOMINGO
E. Amadora - Famalicense - Pavilhão Académica da Amadora - 17h
domingo, setembro 12, 2004
Benfica goleia FJ Antunes
O Benfica entrou bem em campo, com vontade de resolver cedo a partida, falhando muitas oportunidades de golo logo nos primeiros minutos. O tento acabaria por surgir dos pés do capitão André Lima, na sequência de um pontapé de canto marcado por Rogério Vilela. O “derby” tinha ocorrido há cerca de 48 horas e os encarnados ressentiam-se, pelo que cedo se iniciou a rotatividade na equipa.
A FJ Antunes, que se apresentou na Luz bastante fragilizada - com dez ausências, quatro dos quais de vulto (Toni, Carlos Leite, Paulo Leite e Sérgio Júnior), com o "desequilibrador" Côco bastante limitado e Ivo com poucos treinos -, acabou por estar bem defensivamente, mas ofensivamente esteve muito mal, falhando passes e não conseguindo assustar a baliza de Zé Carlos, no primeiro período.
No segundo tempo o Benfica começa com um golo de Zé Maria, que só não se repetiu devido a boas intervenções de Vítor Hugo. Inesperadamente os vizelenses "acordaram" e conseguiram equilibrar a partida, com uma série de remates perigosos à baliza adversária.
Aos 29 minutos aconteceu o lance mais polémico do encontro: numa jogada Pica-Pau retira a sapatilha a Catatau, que prosseguiu e rematou com o pé calçado. O árbitro decidiu não marcar falta contra os encarnados (seria a quinta) e mostrou o segundo cartão amarelo ao antigo jogador do Freixieiro. Os visitantes ressentiram-se. Em desvantagem numérica e com os nervos à flor das pele acabaram por sofrer três golos num minuto, devido a perdas de bola.
O Benfica acaba por ser o justo vencedor, num jogo em que nem precisou suar muito para alcançar a vitória. A partida acabou por ser marcada por três estreias – Pica-Pau, pelo Benfica, Ivo (com uma boa prestação) e Carlos Alberto, pela FJ Antunes – e por uma arbitragem de mau nível, que prejudicou, mais uma vez, o espectáculo.
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